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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Presbicusia

Escrito por Karina K Salvador e Cibele Carmelo

É uma diminuição auditiva progressiva que acontece com o envelhecimento causada pela alteração decorrente da idade. A presbiacusia leva a uma perda auditiva neurossensorial que pode aumentar com o tempo e acomete geralmente as duas orelhas.

Assim, quem mais sofre com este problema são os idosos.

A queixa mais comum apresentada é que a pessoa consegue ouvir, mas não entende o que é dito.

Já a família pode se queixar de que a pessoa é confusa, desorientada, distraída, não comunicativa, não colaboradora, zangada...

Ocorre intolerância a sons de grande intensidade, ou seja, existe um incômodo ao escutar sons muito alto, o que indica a presença do recrutamento ( sensação de escutar um som mais alto do que o que realmente foi apresentado).

A diferença entre o mínimo que o idoso consegue escutar e o que ele tolera até sentir desconforto é bastante reduzida, de forma que quando os outros falam baixo o idoso não consegue ouvir e compreender a mensagem falada, mas ao falarem alto, atingem o nível de desconforto do idoso, o qual tende a declarar com irritação: "Não grite, pois eu não sou surdo".

A Presbiacusia está também associada a zumbidos e sintomas como tontura e vertigem.

A diminuição da sensibilidade auditiva compromete seriamente a comunicação do idoso, pois gera ansiedade, frustração, raiva, ocasionando afastamento da situação de comunicação e isolamento social e segregação.

Assim, é importante que seja realizada a reabilitação auditiva destes pacientes para que a comunicação seja restabelecida, evitando e diminuindo as conseqüências psicológicas e sociais da perda auditiva, melhorando a sua qualidade de vida.

A reabilitação pode ser realizada por meio da indicação de Aparelhos de Amplificação Sonora Individual(aparelho auditivo) e terapia fonoaudiológica, além de orientação sobre estratégias de comunicação, já que o aparelho auditivo amplifica os sons necessários, mas não traz resultados como a audição normal.


Bibliografia consultada:

SIH,T. e GODINHO, R. Cuidando dos Ouvidos, Nariz e Garganta das Crianças :Guia de Orientação.
São Paulo - Ed. do Autor, 2007

RUSSO,I.C.P. - Uso de próteses auditivas em idosos portadores de presbiacusia: indicação, adaptação e efetividade. São Paulo, 1988, Tese de Doutorado - Universidade Federal de São Paulo/ Escola Paulista de Medicina.

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

A PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído)

Escrito por Karina K Salvador e Cibele Carmelo

A PAIR pode ser definida como a diminuição da capacidade de ouvir devido à prolongada exposição ao ruído e pode caracterizar uma perda de audição neurossensorial, bilateral e irreversível.

Hoje, jovens com idades entre 10 e 19 anos representam 20% da população mundial e mais de 85% desses jovens moram em países em desenvolvimento. No Brasil, os aparelhos como Ipod, MP3 ou MP4 e outros são acessórios inseparáveis de boa parte dos jovens. De acordo com o manual de alguns equipamentos o som do Ipod atinge 90 dB (deciBel) de intensidade - volume máximo que o aparelho alcança - e alguns equipamentos mais modernos podem chegar a 110 dB, volume de som que pode ser comparado ao barulho causado por um trator, ou um avião.

O tempo prolongado de uso do aparelho com fones de ouvido e o alto volume da música (medido em decibel) são fatores de risco para o desenvolvimento de perda auditiva.

Quando o som quem ouvimos é muito alto, o líquido interno que existe dentro da cóclea sofre um impacto tão forte que as células presentes no seu interior são lesadas, o que vai, gradualmente, causando uma perda auditiva. A exposição sons altos também pode ocasionar ruptura da membrana do tímpano. Assim, quanto mais intenso for o som ou o barulho, mais prejudicial será para a audição.

Os efeitos sobre a audição são o zumbido e a surdez.

O zumbido é um som que é ouvido quando se está no silêncio e não há fonte sonora externa, é um som produzido pelo próprio ouvido que sinaliza que algumas células da cóclea estão sobrecarregadas. Na verdade, o zumbido não é causa, mas a conseqüência da perda auditiva.

Além da exposição à música alta, a exposição ao ruído cotidiano ou no ambiente de trabalho, dependendo do tempo e intensidade de exposição, pode ser causa de perda auditiva. Desta forma, devemos evitar a exposição prolongada a sons fortes.

Se você está sempre exposto a ruídos, ou costuma ouvir música, principalmente com fones de ouvido, é importante buscar com um fonoaudiólogo informações sobre como prevenir uma perda auditiva, já que esta é irreversível.



Referências:


MELNICK, W.; In KATZ, J. Tratado de Audiologia Clínica. São Paulo, e ed., 1989.

NOVAK R. A Audição do Jovem Fica Muito Pior. Acesso em 20/12/2006.

BLUM, R. Saúde na Adolescência: Questões Globais, Desafios Locais. Acesso em 10/12/2006.

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Otite

Escrito por Karina K Salvador e Cibele Carmelo

Otite é uma infecção do ouvido. Pode afetar a orelha externa ou média.

A Otite externa é muito comum no verão, quando o contato com a água é mais freqüente. Pode ser causada pela permanência de água por tempo prolongado no canal auditivo.

Essa inflamação pode ser muito dolorosa precisando de cuidados especiais. É indicado o uso de tampões protetores de ouvido e acompanhamento do médico otorrinolaringologista.

O uso inadequado de instrumentos pontiagudos favorece o aparecimento e a manutenção da otite externa. Assim, recomenda-se que não seja utilizado cotonetes dentro da orelha, apenas envolta dela.

A otite média aguda é uma inflamação causada por um microorganismo (vírus ou bactéria). Esta inflamação gera dor, febre e produz um líquido dentro do ouvido, que pode ser mucoso, purulento, etc.

A otite pode causar zumbido ou sensação de ouvido tapado e, se não for adequadamente tratada, pode causar alteração da audição temporariamente.

No caso recorrente da infecção, podem ocorrer alterações do processamento da audição e perda auditiva irreversível.

Casos de otites recorrentes são comuns em crianças, fase em que é essencial que a audição esteja preservada para adequado desenvolvimento de fala e linguagem.

O Médico Otorrinolaringologista é o responsável pelo diagnóstico de Otite e o Fonoaudiólogo atuará no diagnóstico da perda auditiva, alterações do Processamento Auditivo e reabilitação auditiva, por meio de terapias fonoaudiológicas e adaptação de aparelho auditivo, dependendo de cada caso e necessidade.

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terça-feira, 5 de maio de 2009

Perda de audição

Escrito por Karina K Salvador e Cibele Carmelo

A perda de audição é qualquer alteração no sistema auditivo que trazem prejuízos para a comunicação.

Na criança, a deficiência auditiva pode causar dificuldade de aquisição de fala e dificuldades de aprendizagem, já que a audição é importante para aprendermos a falar, nos comunicar, e aprender sobre as coisas que nos cercam.

No adulto causará dificuldades de entender o que lhe é dito, muitas vezes se recusando a participar de atividades comunicativas,como conversar com outras pessoas, assistir à televisão, falar ao telefone, devido ao constrangimento e dificuldade de compreensão e comunicação.

Assim, é importante que o diagnóstico de perda auditiva seja realizado o mais cedo possível, para que com a intervenção adequada os prejuízos causados pela perda auditiva sejam minimizados.

O diagnóstico e intervenção devem ser realizados por uma equipe multiprofissional, da qual o fonoaudiólogo participa.

Principais causas da perda auditiva

A PAIR (perda auditiva induzida por ruído) e a Presbiacusia são tipos comuns de perda auditiva, e a otite recorrente (inflamações repetidas na orelha) é uma causa comum de perda auditiva e audição flutuante em crianças. Nas próximas postagens abordaremos estes temas.

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Assunto da Semana: Audição

Escrito por Karina K Salvador e Cibele Carmelo

A cada semana focaremos uma área diferente da Fonoaudiologia, abordando aspectos gerais e as doenças mais comuns diagnosticadas, bem como as formas de tratamento.
Nesta semana, a área abordada será Audiologia.
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O que é audição?

A audição é um dos sentidos mais importantes para a comunicação humana, nos permitindo perceber e interpretar os sons que nos rodeiam. Ela possibilita o contato com o mundo e a captação de informações valiosas. A integridade da audição, principalmente durante a primeira infância, é essencial para aquisição e desenvolvimento da linguagem e fala.

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Audiologia

Escrito por Tâmyne Ferreira Duarte e Tatiane Pereira

Para dizer que tipo de som você está ouvindo, da onde ele vem, se ele é baixo, alto, grave ou agudo, é essencial que sua audição esteja preservada.

A Audição também permite que duas pessoas possam estabelecer uma conversa com facilidade e entendimento.
Assim, a Audiologia é a ciência que estuda a audição e os sons.

O ouvido humano é capaz de detectar sons a partir de 20Hz (som mais grave) até 20.000 Hz (som mais agudo).

O caminho do som no ouvido é feito da seguinte forma:
som chega até ao ouvido - entra pelo canal auditivo - faz vibrar o tímpano (pele fina que separa o ouvido em uma parte interna e outra externa) - movimenta os ossos o ouvido, permitindo que o som seja transmitido até a cóclea (considerado o orgão da audição) - da cóclea o som é levado pelo nervo auditivo até o cérebro, onde o som é interpretado e compreendido pela pessoa que ouviu.
Qualquer obstáculo neste trajeto pode resultar em uma perda de audição, o que causará um prejuízo na comunicação.
O fonoaudiólogo realiza exames onde é possível detectar a quantidade de som que uma pessoa é capaz de ouvir. Este exame é conhecido como Audiometria.

Outros exames podem ser realizados para detectar onde está o obstáculo que atrapalha a audição da pessoa. São eles: Imitanciometria, Emissões Otoacústica, Potenciais Evocados Auditivos, Avaliação do Processamento Auditivo, Avaliação Auditiva Comportamental, Avaliação Vestibular.

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