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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Melhorando a fala na fissura

Escrito por Raquel Rodrigues e Cláudia Mituuti

Quando a criança já estiver falando as primeiras palavras com sentido, é importante estimular as produções corretas dos sons, reforçando positivamente estas emissões. Todas as vezes que a criança falar sem usar “soquinhos” e “raspadinhos”, os pais devem reforçar o uso correto dos sons.

Uma forma de ajudar o bebê a vivenciar as diferentes pressões na boca é tampar e destampar alternadamente o nariz numa brincadeira enquanto o bebê produz os primeiros sons (balbucio). A oclusão do nariz deve ser feita de modo suave utilizando os dedos indicadores, sendo que os pais devem fechar e abrir o nariz alternadamente, enquanto a criança estiver emitindo os sons (“bababa”, por exemplo), como se estivessem fazendo uma brincadeira.

Para eliminar a fala com “soquinhos” (articulação compensatória) já instalada, deve-se procurar ajuda de um fonoaudiólogo para que a criança possa aprender a fazer corretamente os sons que precisam de pressão para ser produzidos.

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Tratamento fonoaudiológico nas fissuras labiopalatinas

Escrito por Raquel Rodrigues e Cláudia Mituuti

Como já foi visto, a presença de fissura labiopalatina pode trazer problemas psicossociais, auditivos, da alimentação e distúrbios de fala. Para que haja um bom desenvolvimento das crianças que nascem com essa anomalia é necessário um longo acompanhamento com cirurgiões plásticos, otorrinolaringologistas, ortodontistas e fonoaudiólogos, dentre outros profissionais.

Podemos estimular o desenvolvimento da audição, fala e linguagem do bebê desde antes do nascimento. Temos que conversar sempre com os bebês aproveitando todas as situações de vida diária como, por exemplo, o banho, a alimentação, o vestir, etc. Em todos estes momentos, devemos contar para a criança o que está acontecendo e o que a criança está fazendo.


Outra forma de estimular a criança é participar das atividades dela: ler livros infantis, assistir a seus desenhos favoritos junto com ela, e então, pedir que ela conte o que viu e o que aconteceu na história. O fonoaudiólogo é o profissional que pode orientar os pais e cuidadores quanto às atitudes que favorecem a aquisição e o desenvolvimento da fala, da audição e da linguagem.

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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Distúrbios relacionados a fala

Escrito por Raquel Rodrigues e Cláudia Mituuti

Nos casos de fissura que acometem somente o lábio, geralmente não se observam graves comprometimentos na comunicação oral, e estes, se presentes, dificilmente comprometem a inteligibilidade (compreensão) de fala. São mais comuns alterações em alguns sons (distorções de fonemas) devido às alterações dos dentes.

Porém, quando acomete o palato (céu da boca) pode haver uma comunicação indesejada entre a boca e o nariz levando a fala “fanhosa” (hipernasal) ou com “soquinhos” (bloqueio do ar sem ser na boca). Estão também sujeitos a apresentar problemas psicossociais, educacionais, odontológicos e estéticos.

A articulação compensatória é a uma maneira diferente de falar quando a criança produz os sons usando “soquinhos” ou “raspadinhos” feitos na garganta ou na parte de trás da boca, sendo comum em crianças com fissura de palato. Estas crianças não fazem “soquinhos” ou “raspadinhos” porque querem. Na verdade, muitas vezes, elas não encontram outra forma de produzir esses sons.

A fala fanhosa acontece quando o som que deveria sair somente pela boca, sai também pelo nariz, aumentando a nasalidade da fala, por isso chamamos esta condição de hipernasalidade.

Essas alterações resultam em dificuldades comunicativas porque afetam a inteligibilidade da fala, o que chama a atenção do ouvinte para a sua fala e dificulta a aceitação do indivíduo nos ambientes familiar, escolar, profissional e social.

Obtenha maiores informações no site da Profis.

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Assunto da Semana: Fissura Labiopalatina

Escrito por Raquel Rodrigues e Cláudia Mituuti


Durante os primeiros meses de gravidez de todos os bebês, as áreas do rosto (face) se desenvolvem separadamente e depois se unem para formar os lábios, o céu da boca (palato) e outras partes do rosto. Em alguns bebês estas partes não se unem adequadamente e ocorre a fissura, que pode atingir o lábio, o céu da boca ou outras partes do rosto. A fissura, ou fenda, é, portanto, uma abertura em uma estrutura que normalmente deveria estar fechada.
As fissuras labiopalatinas são alterações na formação do bebê mais comuns na espécie humana, e às vezes podem estar associadas a síndromes.

CAUSAS

Existem muitas causas relacionadas ao aparecimento da fissura. Muitas vezes é impossível identificar a causa aparente da fissura e é comum o nascimento de bebês com fissura em famílias sem nenhum outro caso anterior. Pode ser por causas genéticas e/ou ambientais (álcool, cigarro, drogas, idade dos pais, entre outros).
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Tipos de fissura:

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

Genaro KF, Yamashita RP, Trindade IEK. Avaliação Clínica e Instrumental na Fissura Labiopalatina. In: Ferreira LP, Befi-Lopes DM, Limongi SCO. Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo: Roca; 2004. p. 456-474.

Trindade IEK, Silva Filho OG (coord.). Fissuras Labiopalatinas: uma abordagem multidisciplinar. São Paulo: Santos; 2007.

Capelozza Filho L, Silva Filho OG. Fissuras lábio-palatais. In: Petrelli E, coodenador. Ortodontia para fonoaudiologia. Curitiba: Lovise; 1991. p.195-239.

Trindade IEK, Genaro KF, Yamashita RP, Miguel HC, Fukushiro AP. Proposta de classificação da função velofaríngea na avaliação perceptivo-auditiva da fala. Pró-Fono. maio-ago 2005; 17(2):259-262.

Priester GH, Goorhuis-Brouwer SM. Speech and language development in toddlers with and without cleft palate. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2008 Jun;72(6):801-6. Epub 2008 Apr 1.

Kummer AW. Cleft Palate and Craniofacial Anomalies. San Diego, CA: Singular, 2001.

Johns DF, Rohrich RJ, Awada M. Velopharyngeal incompetence: a guide for clinical evaluation. Plast Reconst Surg. 2003 Dec; 112(7):1890-1897.

Pinto JHN, Dalben GS, Pegoraro-Krook MI. Intelligibility of Patients With Cleft Lip and Palate After Placement of Speech Prosthesis. Cleft Palate J. Nov 2007; 44(6).

Peterson-Falzone SJ, Hardin-Jones MA, Karnell MP. Cleft palate speech. 3 rd ed. Mosby: St. Louis; 2001.

Pegoraro-Krook MI, Souza JCRD, Teles-Magalhães LC, Feniman MR. Intervenção fonoaudiológica na fissura palatina. In: Ferreira LP, Befi-Lopes DM, Limongi SCO. Tratado de fonoaudiologia. São Paulo: Roca; 2004. p. 339-455.

Shprintzen RJ, Bardash J. Cleft Palate Speech Management: a multidisciplinary approach. St Louis: Mosby, 1995

Di Ninno CQMS, Jesus MSV. Terapia fonoaudiológica para alterações de fala decorrentes de fissura labiopalatina. In: Jesus MSV, Di Ninno CQMS. Fissura labiopalatina: fundamentos para a prática fonoaudiológica. São Paulo: Rocca; 2009. p.76-98.

Golding-Kushner K. Therapy techniques for cleft palate speech and related disorders. San Diego, CA: Singular; 2001.


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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Motricidade Orofacial

Escrito por Tâmyne Ferreira Duarte e Tatiane Pereira


É uma área da Fonoaudiologia que enfoca o estudo/pesquisa da prevenção, avaliação, diagnóstico, desenvolvimento, habilitação, aperfeiçoamento e reabilitação dos aspectos estruturais e funcionais das regiões orofaciais (rosto) e cervicais (pescoço).” (Comitê de Motricidade orofacial da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia).

O distúrbio da Motricidade Orofacial envolvem alterações das seguintes funções: respiração, mastigação, deglutição e fala (articulação do som),

O tratamento será aperfeiçoar e reabilitar os aspectos estruturais e funcionais das regiões orofacial e cervical.

Para que a fala seja produzida com facilidade você precisa que os músculos do rosto estejam funcionando em equilíbrio, os mesmos não devem estar hipotônicos (flácido), nem hipertônicos (rígidos).

O fonoaudiólogo faz uma avaliação da condição dos músculos e das demais estruturas e trabalha para proporcionar condições adequadas de funcionamento dos mesmos.

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