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terça-feira, 26 de maio de 2009

Dislexia

Escrito por Karina Ferreira e Renata Migliorucci

É considerada uma alteração de aprendizagem caracterizada por dificuldades específicas na realização da leitura e da escrita, havendo, de maneira geral, dois tipos de dislexia: a dislexia de desenvolvimento e a dislexia adquirida.

Dislexia do desenvolvimento = alterações no aprendizado da leitura e escrita com origem na forma de aprendizado escolar. Nesses casos, ocorre diminuição da capacidade de ler associada à alteração na função do cérebro, com dificuldades específica na aquisição e no aprendizado das habilidades de leitura .


Dislexia adquirida = aprendizado da leitura e da escrita, que foi adquirido normalmente, é perdido como resultado de uma lesão cerebral.



Outras alterações da linguagem escrita - disgrafia e disortografia

Disgrafia = alterações no traçado das letras, também conhecida como “letra feia”.

Disortografia = alterações ortográficas na escrita das palavras não esperadas para determinada faixa etária e escolaridade.


Estas alterações devem ser analisadas através de diferentes tarefas como cópia, ditado e escrita de um texto formulado pela criança.






Referências

1. Castaño J. Bases neurobiológicas del lenguaje y sus alteraciones. Rev Neurol. 2003;36(8):781-5.

2. Cervera-Mérida JF, Ygual-Fernández A. Intervención logopódica em los transtornos fonológicos desde el paradigma psicolingüístico del procesamiento del habla. Rev Neurol.

2003;36 Supl 1:39-53.

3. Caputte AJ, Accardo PJ. Language Assessment. In: Caputte AJ, Accardo PJ, editors. Developmental and Disabilities in Infancy and Childhood. Baltimore: Paul H Brookes Publishing Co.; 1991. p. 165-79.

4. Tedesco MRM. Diagnóstico e terapia dos distúrbios do aprendizado da leitura e escrita. In: Otalilio LP. Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo: Roca; 1997.

5. Shaywitz SE, Shaywitz BA. Dyslexia (specific reading disability). Pediatr Rev. 2003;24(5):147-53.

6. Landry SH, Smith KE, Swank PR. Environmental effects on language development in normal and high-risk child population. Semin Pediatr Neurol. 2002;9(3):192-200.

7. Becker F. Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos. In: Silva LH, Azevedo CJ. Paixão de aprender II. Petrópolis, RJ: Vozes; 1995.

8. Rohde LA, Mattos P. Princípios e práticas em TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade). Porto Alegre: Artmed; 2003. 236 p.

9. Ciasca AS. Distúrbios e dificuldades de aprendizagem: diagnóstico através de bateria lúria nebraska para crianças –BLN-C. In: Damasceno BP, Coutry MI. Temas em Neuropsicologia

e Neurolingüística. São Paulo: Tec Art; 1995.

10. Mathes PG, Denton CA. The prevention and identification of reading disability. Semin Pediatr Neurol. 2002;9(3):185-91.

11. Pinheiro AMV. Dificuldades específicas de leitura: a identificação de déficits cognitivos e a abordagem do processamento de informação. Psicologia: Teoria e Pesquisa. 1995;11(2):107-15.

12. McCandliss BD, Noble KG. The development of reading impairment: a cognitive neuroscience model. Ment Retard Dev Disabil Res Rev. 2003;9(3):196-204.

13. Medow N, Olitsky SE, De Respinis P. Learning disorders. J Pediatr Ophthalmol Strabismus. 2003;40(2):92-4.

14. Pedagogia em Foco [site na Internet]. Fortaleza: Pedagogia em Foco; c1998-2004 [atualizado em 06/01/2003] Martins V. Dislexia e o projeto genoma humano; [aproximadamente 3 telas]. Disponível em: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/spdlx05.htm.

15. Garcia JN. Manual de Dificuldades de Aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

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A leitura e a escrita

Escrito por Karina Ferreira e Renata Migliorucci

As crianças, ao iniciar a alfabetização, já dominam a linguagem oral, sendo capazes de iniciar o aprendizado da escrita. Porém sabe-se que existem regras mais específicas e próprias da escrita, havendo, então, maiores dificuldades no seu aprendizado.

Existe uma combinação dos fenômenos biológicos e ambientais no aprendizado da linguagem escrita, envolvendo:

  • integridade motora – habilidade e destreza manual para escrever, pegar o lápis, pintar dentro dos limites do desenho.
  • integridade sensório-perceptual – percepção da visão para delimitar o espaço que irá utilizar, observar o que está escrevendo; percepção auditiva para detectar as pequenas modificações dos sons de cada letra.
  • integridade socioemocional - possibilidades oferecidas em termos de quantidade, qualidade e freqüência de estímulos.

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O Transtorno de Déficit de Atenção/ Hiperatividade (TDAH)

Escrito por Karina Ferreira e Renata Migliorucci


É caracterizado pela presença de alterações nos mecanismos que regulam a atenção, a reflexibilidade e a atividade motora, que pode levar a alterações no processo de aprendizagem.

Quando crianças apresentam um déficit de atenção, co
mo o próprio nome do transtorno já define, possuem dificuldade de se relacionar, não conseguem estabelecer bons contatos sociais, podendo como conseqüência ser excluídas. No ambiente escolar, isto fica bastante evidente. Nestes casos, a criança é considerada desligada, não consegue prestar atenção nas aulas, não acompanha o que o professor está falando.

Os casos que apresentam Hiperatividade como comportamento dominante, a criança apresenta grande dificuldade de ficar quieta em um local, não consegue realizar uma atividade por um determinado tempo, é agitada e “mexe” em tudo. Nestes casos, as pessoas que muitas vezes desconhecem as manifestações do transtorno, acabam julgando os pais destas crianças como relapsos com relação à educação dos filhos e incapazes de estabelecer limites.

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Trabalho do fonoaudiólogo nas dificuldades da linguagem

Escrito por Karina Ferreira e Renata Migliorucci

A produção da fala e linguagem pode ser considerada adequada ou não de acordo com a idade.
São princípios básicos do trabalho com crianças que apresentam dificuldades na linguagem a avaliação do desenvolvimento da linguagem em todos os seus níveis, a orientação à família e escola e a terapia fonaudiológica propriamente dita.















Também são trabalhadas na
linguagem escrita a estimulação da descoberta e utilização da “lógic
a” de seu pensamento na construção de palavras e textos e na representação de fonemas; oferecer oportunidades para a escrita e leitura espontâneas; explorar constantemente as diversas funções da escrita (não apenas produção textual, mas também cartas e bilhetes); e explicitar as diferenças entre língua falada e língua escrita.

É importante que a criança tenha adequada consciência de que a fala e a escrita são formas diferentes de expressão da linguagem.

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Sobre Linguagem

Escrito por Karina Ferreira e Renata Migliorucci

A linguagem é uma função cerebral e seu desenvolvimento se sustenta em uma estrutura anatômica determinada pela genética e por estímulos verbais que depende do ambiente.
Ela é um veículo para a comunicação.

Grande parte das queixas relatadas na clínica fonoaudiológica infantil referem-se a alterações no processo de aprendizagem e/ou atraso na aquisição da linguagem.
As dificuldades de linguagem são alterações que acontecem no processo de desenvolvimento da expressão e recepção verbal e/ou escrita, podendo estar relacionada também a história de atraso na aquisição da linguagem.
Assim, o tratamento logo no início das dificuldades evita maiores problemas educacionais.


Causa dos distúrbios da linguagem oral e escrita

As alterações da linguagem são os problemas mais freqüentes do desenvolvimento, atingindo de 3% a 15% das crianças, podendo ser classificadas em atraso e desvio.

Atraso = A aquisição da linguagem processa-se na seqüência correta, mas em ritmo mais lento, sendo o desempenho semelhante ao de uma criança de idade inferior.
Desvio = O padrão de desenvolvimento é mais alterado, desviando da seqüência normal de aquisição.

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Assunto da semana: Linguagem

Escrito por Karina Ferreira e Renata Resina Miglioruci

A linguagem se inicia mesmo antes do bebê nascer, pois quando ele ainda está no ventre sua audição começa a se desenvolver. Por isso é importante que a mãe fale com seu bebê durante a gravidez para que ele comece a identificar a voz e os sentimentos da mãe.

Ao nascer, a comunicação entre mãe e filho se dá através de olhares, sorrisos, gestos e o choro. Aos 2 meses de idade, ele provavelmente já desenvolveu choros diferentes para indicar fome, dor, cansaço e desconforto.

Os primeiros sons que o bebê emite e que não estão relacionados ao choro são sons guturais que surgem com uma produção aumentada de saliva: o gargarejar, cuspir, arrulhar e gritos que começam mais ou menos aos 3 meses de idade.

O bebê começa a juntar os sons e repetir combinações de consoantes e vogais como "ba-ba-ba". Pode ser que entre 6 meses e 1 ano de idade ele chame uma ou duas pessoas muito importantes pelo nome "mama" e "papa". Logo ele estará “falando” sons sem sentido, cheio de inflexões que faz parecer uma conversa em alguma língua estrangeira.

Entre 1 e 2 anos de idade, ele já aumentou seu vocabulário, gosta de cantar músicas familiares e repetitivas. As crianças costumam começar a colocar substantivos e verbos juntos para formar frases de duas ou mais palavras entre dois e dois anos e meio.

Quando completar 3 anos de idade, o vocabulário é de até 300 palavras.

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Linguagem

Escrito por Tatiane Pereira e Tâmyne Ferreira Duarte

Se relaciona com a capacidade de entender o que as pessoas estão falando, formular um pensamento, manter uma comunicação com as outras pessoas, além de compreender a escrita.
Ela se divide em linguagem escrita e oral.


Na linguagem escrita o fonoaudiólogo trabalha com crianças que apresentam dificuldades na escola durante ou após o período de alfabetização, além de trabalhar com adultos que perderam a essa capacidade devido a AVE- Acidente Vascular Encefálico (derrame cerebral), doenças degenerativas (Alzheimer), traumatismos crânio-encefálico.

Na linguagem oral o trabalho fonoaudiológico está enfocado nas dificuldades para formular frases coerentes, compreender o que é dito. As crianças que apresentam um atraso de fala, ou seja, não fala palavras soltas com 1 anos e meio e não formula frases com 3 anos, também são tratadas nesta área da Fonoaudiologia.


O tratamento na área da Linguagem engloba também crianças que nasceram com síndromes, tiveram paralisia cerebral, apresentam quadro de autismo, dentre outros.

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